Archive for Março, 2008
A música está por toda a parte…
Um comentário rápido: a música está me perseguindo… graças a Deus!
Voltando de um curso na paulista, 10 horas da noite, haviam uns 3 caras no metrô consolação tocando violinos… Que coisa linda. Pena que a vida frenética, a correria que me perturba, não me deixou ficar lá e aproveitar, mas por mais deslocado que aquilo parecia, era um oásis no meio do deserto.
E depois que me acostumei mal: quero música nova de 15 dias em 15 dias!
Desde que conheci o site Música de Bolso, me viciei totalmente. Eles postam vídeos de artistas conhecidos e desconhecidos cantando acústicos em lugares inusitados… E é muuuuuuuuuuuito bacana conhcer os caras que aparecem lá. Meu leque musical escancarou. Tem uns sons bem estranhos junto com coisas mais suaves, brasileiros com estrangeiros do outro lado do mundo.
Eu conheci por causa do pato Fu, que meio que “apadrinhou” o projeto quando ele ainda engatinhava, e apareceu lá cantando. Eu como fã dos “Patins” fui até lá e acabei vendo os outros. Primeiro vi a Maia Hirasawa, uma sueca com traços meio orientais que me lembra fisicamente de longe a Björk e é apaixonante… Da vontade de ficar pulando ouvindo! Depois veio um sueco, filho de argentinos que canta em inglês, chamado Jose Gonzalez e é muito melódico, profundo, e sei lá mais o que… é muito bom.
Como é bom conhecer coisas novas.
Em breve post sobre os brasileiros que aparecem lá que eu gostei pq agora tenho q ir! Enquanto isso, conheçam lá.
1 comment Março 27, 2008
Indagação feminina: De Samantha Stephens até Samantha Jones?
Ser mulher é uma tarefa complexa. Pelo menos para mim é.
Engraçado como as notícias que a gente lê e vê fazem a mente ficar pensando e indagando sobre a vida, cutucando lá dentro o dia inteiro. Ontem eu vi uma reportagem comentando sobre o dilema feminino: VIDA PROFISSIONAL X VIDA FAMILIAR…casamento, filhos e tudo mais. E lá dizia que pesquisas mostram que cada vez a mulher quer menos se casar, e acaba optando por manter uma vida profissional de sucesso, optando por morar junto, liberar geral, não ter filhos…. Eu sinceramente não sei até que ponto essa MAIORIA condiz com a realidade.
Ao meu redor vejo muito mais uma grande confusão mental, como a minha atual. Unir relacionamentos de sucesso, filhos e uma grande carreira profissional me parece mais com o sonho dessas mulheres, e por fim, me encontrei mais uma vez me perguntando se a gente não tá querendo o impossível (será?).
MODELOS FEMININOS: De “A Feiticeira” até “Sex & the City”
Fiquei pensando na origem do problema, lá nos anos 50 e 60, quando a mulher começou a botar a cara para fora de casa, encurtou a saia e pegou escondido a chave do carro do marido. Foi aí que surgiram na mídia produtos que tentaram de todas as formas conter essa mudança. Para mim, o principal ícone dessa mulher que eles queriam resgatar é Samatha Stephens, a bruxinha fofa de “A Feiticeira”, que opta em largar a feitiçaria para se tornar a esposa e dona de casa perfeita (analogias óbvias a parte).
A personagem em questão é doce, é engraçada e é quase irresistível não gostar dela (será que o roteirista pensou nisso?). É interessante observar como ela luta com todas as forças para ser essa esposa ideal. Assistindo a série é possível perceber que a intesidade dessa mensagem anti-feminista vai reduzindo, possivelmente porque foi impossível conter a realidade, e Samantha ainda assim se torna bastante ousada para sua época: usa saias curtas, dirije o carro do marido, dorme em cama de casal(isso era inédito na tv rsrsrs). Entretanto, para mim ela é ainda um marco da propaganda anti-mulherada-fora-de-casa.
Comecei a pensar então nos dias de hoje, e encontrei em outra série o oposto dessa Samantha dos anos 60, que por sinal também chama Samantha….a Samantha Jones do “Sex & The City“. Ela é filha dessa nova mulher atual: moderna, independente, tem uma carreira de sucesso, é resolvida, sexualmente desinibida, até mesmo bem promíscua…. Quase um James Bond de saia… ela até se apresenta como ele: “Jones… Samantha Jones”. Como o personagem mais “agressivo” da série, ela chega a conflitar com os egos feminos românticos das outras personagens. E é engraçado como, mais uma vez, a própria série foi mostrando gradativamente que o ícone que eles querem mostrar, não vence a realidade: Samantha no final se apaixona, e fica com um cara para toda a vida… por mais que ela lute muito contra isso, ela acaba caindo no mesmo retrato de todas.
A primeira Smatantha foi apenas modernizada. Engraçado pensar nisso: a mídia tenta influenciar as pessoas, mas no fim algumas coisas seguem um ritmo diferente, e talvez ela siga esse ritmo.
Dentro da minha confusão, não acho que a resposta esteja em seguir os extremos, mas em buscar as soluções centrais. No fim, a gente acaba tendo que decidir mais por um lado, ou por outro, mas para mim a liberdade da mulher está na possibilidade de ANALISAR sua própria vida, escolher um caminho e seguir, sempre com consciência. Não fazer o que talvez outros queiram, que é cegar a pessoa de opinião, esfregando modelos que pareçam perfeitos, e faze-la escolher algo que talvez não queira.
Pois é… ser mulher é dose. Uma dose de alegria e um monte de confusão.=)
Quem quiser suas próprias opiniões, segue dois exemplares das séries citadas (adoro).
A Feiceira
Sex & The City (tire as crianças da sala ahah)
Add comment Março 26, 2008
Tente ser perfeito, mas nunca diga imperfeito.
Decidi escrever um blog novamente, depois de muitos anos sem escrever. Há anos, quando os blogs não eram feitos aos montes, eu tive um … e lá eu jogava com palavras e histórias pessoais sem pensar, e me sentia revigorada. Não acho que isso seja a principal razão para eu voltar a escrever atualmente. Aquela sensação de novidade, que os blogs me transmitiam, de você poder escrever e abrir o diário para o mundo não me parece mais tão bacana.
Decidi então postar os insights que as vezes aparecem, vêm e vão, e que tentar responder algumas questões minhas.
O título doblog, “Nunca diga Imperfeito”, surgiu quase como uma mistura dadaísta de títulos de músicas do Pato fu, e acabou adquirindo um verdadeiro significado dentro da minha profissão: meu senso de perfeição sempre me prendeu, me sufocou. Trabalho com criação, e para mim perfeição sempre foi sinônimo de seguir regras, coisa que na criação não funciona de jeito nenhum. As pessoas que mais me inspiraram nos últimos tempos foram as que me mostram o mundo fora da bolha, que me mostraram desenhos feitos com pontas de carvão em cima de papel jornal que te fazem chorar, aos rabiscos, com traços riscados com sentimento, muito diferentes de perspectivas perfeitas, e das lições de anatomia das aulas de desenho arcaicas.
A partir daí comecei a batalha para me libertar das regras que me cegam, mas me mantive em busca do meu novo senso de estabilidade pessoal… e talvez de perfeição? enfim….

Add comment Março 23, 2008